Blog criado com o intuito de reunir crônicas sobre jogadores, partidas e outras histórias que marcaram época no Esporte Clube Vitória.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Gringo... o artilheiro sergipano



 Os anos 40 pode parecer para a torcida do Vitória uma década oculta, em relação a conquistas de torneios. Porém, foi nesta época em que o clube tinha entre suas maiores conquistas o antigo Torneio Início do Campeonato Baiano. Porém, foi entre esses anos que figuraram grandes nomes na artilharia do clube, atletas que em campo eram verdadeiros matadores como Siri e Juvenal, estes mais aclamados pela torcida. Porém, outro que se destacou com a camisa rubro-negra foi o atacante Gringo, sergipano que teve 29 gols em 29 jogos pelo Leão e que se envolveu num imenso imbróglio para ir jogar no Flamengo.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Os argentinos que vestiram a camisa rubro-negra

 Apesar das rivalidades, os portenhos há muito tempo foram presença garantida no futebol brasileiro. No Vitória, especialmente, alguns se destacaram com a camisa rubro-negra como Fischer e Escudero. Contando com os novatos Dátolo e Pisculichi, chega a 20 o número de argentinos que atuaram pelo Leão, conheça abaixo os outros dezoito nomes da Argentina que aqui jogaram em ordem cronológica.

1 - Dante Bianchi (1940 e 1949)
Bianchi foi de jogador a treinador do Vitória na mesma década.

 O meia Dante Jorge Bianchi pertencia ao rival Bahia quando foi emprestado em 1940 apenas para um amistoso contra a Seleção Bahiana. Atuaram ao seu lado nesta partida os gringos Papetti e Avalle, também do rival. Esses atletas reforçaram o rubro-negro que estava com seu time todo desfalcado, com seus jogadores servindo a própria seleção. Em 1949 Bianchi foi contratado para ser técnico do Vitória. Em sua estréia como treinador, enfrentando o modesto Guarany, Bianchi resolveu se escalar como titular e jogou toda a partida, mas não teve boa atuação e não se arriscou nos jogos seguintes, limitando-se apenas ao comando técnico da equipe. Foram dezessete partida treinando o Leão. Bianchi comandou também os principais clubes do Recife, além do Central-PE, Centro Limoeiro, Treze-PB, Leônico, Botafogo-BA, Bahia, Fortaleza...

sábado, 4 de fevereiro de 2017

De Juvenal a Allan Dellon: os dez maiores artilheiros do Vitória e suas peculiaridades

 Na última sexta-feira (3) o blog Memórias do E.C. Vitória completou dois anos de existência. Em comemoração ao fato, listaremos abaixo os dez maiores artilheiros da história do Esporte Clube Vitória e suas peculiaridades para com o clube. Atletas de nove décadas diferentes, desde os anos 30 até a década atual, que somados fizeram 1007 gols com a camisa rubro-negra. Segue abaixo os dez artilheiros do Leão.

10 - Allan Delon (90's e 2000's)
O maior artilheiro do Vitória no Brasileirão
 Allan Delon e artilharia são sinônimos. O meia que jogou durante nove anos pelo Leão, indo da base ao profissionalismo, conquistou quatro títulos do baiano com o clube e por três vezes foi campeão da Copa do Nordeste. Dentre seus feitos, alcançou a marca de maior artilheiro do Vitória em brasileiros e a segunda maior artilharia no Barradão. Com nome de artista, não poderia ser diferente. Se ele não foi contracenar e resolveu vir aos palcos do futebol, foi pra brilhar. Marcou 76 gols em 239 jogos pelo rubro-negro.


9 - Matos (50's)
Matos, no centro da imagem, junto do quinteto rubro-negro de 1957.
 Samuel Matos foi um dos principais atletas do Vitória no ano de 1957. Junto de Enaldo, Teotônio, Lia e Salvador, conquistou o Campeonato Baiano daquele ano, o terceiro do Vitória na década de 50. Ainda fora convocado para a Seleção Baiana que foi ao Chile representar a Seleção Brasileira na Taça Bernado  O'Higgins, chegando a marcar gols no solo chileno. O atacante marcou 77 gols em 145 jogos pelo Vitória, de 1957 a 1961.

8 - Neto Baiano (2000's e 2010's)
Em 2012, Neto quebrou tabus no Baianão.
 Desta lista é bem provável que Neto Baiano seja o menos estranho ao torcedor rubro-negro. Artilheiro recente, de temperamento forte e um tanto destemperado, Neto se destacou no Vitória mais em sua segunda passagem. Na primeira foi influente na conquista do tri do baianão, mas pela Copa do Brasil cuspiu em um atleta do Vasco e foi suspenso por cinco jogos, assim, sendo emprestado pro futebol japonês. Voltou em 2011 e seu primeiro gol na nova reestreia foi em cima do Bahia. Acontece que quando se fala em Neto Baiano com certeza vem a mente do rubro-negro as alfinetadas no rival e o memorável jogo contra o ABC, onde perdendo por 2 a 0 em pleno Barradão, o atacante balançou três vezes a rede e classificou o time na Copa do Brasil, em 2012. Chegou a jogar novamente em 2015, mas não despontou. Foram 85 gols pelo Vitória em 144 jogos.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Zé Júlio... goleador aos 20 anos

Zé Júlio em um BaVi.

 No ano de 1976 no Vitória tinha destaque na equipe o argentino Rodolfo Fischer. Porém, mesmo El Lobo tendo respaldo no clube na maior parte do ano, disputando Baianão e Campeonato Brasileiro, o final de ano guardou-se para o destaque de outro craque que começaria a agir com a camisa rubro-negra. Ninguém menos que Zé Júlio, que após a saída do atacante portenho chamou a responsabilidade pra si e marcou sete dos 22 gols que o Vitória assinalou na conquista do Torneio José Américo Filho, o Nordestão daquele ano. Título esse que completa 40 anos nesse 18 de dezembro.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Mário Sérgio encerrou a carreira no Bahia, mas jogou seu último jogo no Vitória

Mário Sérgio em foto sem barba e sem bigode e com o cabelo curto. Uma exceção as suas regras.

 Na década 70 o ponta-esquerda Mário Sérgio se tornou ídolo do Vitória ao jogar no clube por cinco temporadas. O Vesgo que veio do Flamengo após alguns desentendimentos com o técnico Yustrich, que o achava um rebelde, fez sucesso com a camisa do rubro-negro baiano e saiu da Bahia de volta pro Rio de Janeiro pra defender o Fluminense, já na condição de prata da casa do Leão, pois mesmo tendo sido revelado pelo clube da Gávea foi na Boa Terra que ele se encontrou com o seu futebol.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

E o Vesgo se imortaliza

Caricatura de Mário Sérgio, por Chico Soza

 Adorado por onze de cada dez rubro-negros de longa data, o irreverente Mário Sérgio partiu na última alvorada deixando a nação rubro-negra enlutada com sua passagem. Ontem se foi um pedaço de um revólver 38, uma roda de um Volkswagen SP2, um passe de calcanhar com ousadia, um banho de água num cartola, uma birra com Yustrich. Não é atoa que hoje o Vitória abre passagem pra um tal Mário Sérgio, conhecido como Marinho, ser o craque da equipe. Mário Sérgio Pontes de Paiva é o fiel retrato de um Esporte Clube Vitória campeão, é a estampa dos áureos tempos rubro-negros. É um jogador capaz de receber flores de um zagueiro rival linha dura.

 Diante dos clichês do primeiro parágrafo abro espaço pra falar em primeira pessoa neste. Quando há exatos um ano e três meses atrás foi postado aqui no blog a crônica "Mário Sérgio... o Vesgo" , me recordo que um leitor e torcedor rubro-negro contou nas redes que o pai dele frequentava a Fonte Nova não por causa do Vitória, não por causa do Campeonato Baiano, ou do Brasileirão, mas sim para ver Mário Sérgio jogar futebol. Dessa forma ele completava: "meu pai não era torcedor do Vitória, meu pai era torcedor de Mário Sérgio". 

 A comoção de ter visto o Vesgo jogar é algo pra poucos. Hoje podemos dizer que os torcedores mais velhos, todos aqueles que tiveram a miragem de Mário Sérgio vestindo vermelho e preto foram e são afortunados. Se hoje pra vermos um vídeo de dois minutos dos melhores momentos de um atleta precisamos de lances de várias de suas partidas, Mário Sérgio precisaria de somente uma pra tal. Que a rebeldia do Vesgo viva sempre dentro de cada jogador, pois foi também seu gênio forte e sua personalidade rija que fizeram do Leão o que ele é hoje. Dizem as más línguas tricolores que o Vitória não tem estrela. Hoje nós temos uma no céu, o eterno Vesgo!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Quarentinha... um artilheiro paraense



  A Bahia contou com diversos artilheiros nas suas primeiras décadas de futebol. Popó, Siri, Juvenal... mas nenhum deles foi tão notável quando Quarentinha. O atacante paraense, apesar de ter sido revelado pelo Paysandu, se destacou nos gramados baianos pelo Vitória e fez fama no mundo posteriormente com a camisa do Botafogo e da Seleção Brasileira. Foi dessa forma que alcançou feitos eminentes como a maior artilharia da história do Botafogo de Futebol e Regatas, e a melhor média de gols pela Seleção Brasileira.