Blog criado com o intuito de reunir crônicas sobre jogadores, partidas e outras histórias que marcaram época no Esporte Clube Vitória.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Sena... um artilheiro impecável

(Créditos: Acervo de Ângelo Alves)

 Quando fala-se de Sena, evoca-se os temores daqueles que foram adversários rubro-negros nos anos 70. Dono de um dom inato para fazer gols e ídolo de muitos torcedores, Sena infernizou a defesa dos mais variados clubes em fins setentistas. Para que o leitor entenda melhor a figura, se trata do 4° maior artilheiro da história do Esporte Clube Vitória, com 109 gols em 192 jogos. A frente dele, somente Osni, da mesma década, e os lendários Siri e Juvenal.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Em 76: técnico avisou, time cumpriu e o Vitória venceu o Flu no Maracanã

Os defensores rubro-negros Uchoa e Valter marcam Paulo Cézar Caju em lance no Maracanã.

 Num setembro como este, porém em 1976, o Vitória ia ao Rio de Janeiro para enfrentar o Fluminense em jogo válido pela Copa Brasil - Brasileirão -. Naquele mesmo ano, os craques do tricolor carioca, como Rivelino e Paulo Cézar Caju, vestiram a camisa rubro-negra numa ocasião em junho, quando ambas as equipes formaram um combinado que enfrentou e venceu um combinado estrangeiro por  3 a 1 na Fonte Nova. Acontece que se o combinado 'Vitonense' fora somente um amistoso, o jogo pelo certame nacional era á vera.

domingo, 20 de maio de 2018

Os dez técnicos que mais treinaram o Vitória

Vagner Mancini é o técnico que mais dirigiu o Vitória. (Foto: Mauro Akin Nassor)

 Muitos técnicos passaram pelo Vitória em sua história centenária. Até mesmo treinadores gringos da América do Sul chegaram a comandar o Leão da Barra. Porém, há uma superioridades dos brasucas em quantidade de jogos comandados no time rubro-negro. Entre contemporâneos como Vágner Mancini até os mais antigos que remetem a época da profissionalização como o argentino Carlos Volante, listaremos abaixo os treinadores que mais treinaram o Vitória em todos os tempos.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Gaguinho... o Mário Américo rubro-negro

Gaguinho em 1980.

 Figura ímpar na história do Esporte Clube Vitória, e conhecido por onze em cada dez rubro-negros fiéis de longa data, o massagista Gaguinho é um nome na história do Leão. Presente em diversos títulos estaduais conquistados pelo decano, este operário leonino até hoje um dos semblantes mais lembrados que atuou como 12° jogador nos campos ao lado dos escretes do Vitória.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

1973... o BaVi das flores que acabou em briga

Mário Sérgio posa pra foto carregando a corbelle dada por Roberto Rebouças do Bahia.

 Se por agora em 2018 aquele que seria o Clássico da Paz do BaVi terminou com confusão generalizada, a história mostra que as pelejas entre rubro-negros e tricolores em jogos que seriam de paz já se fez presente uma vez. Aconteceu em 1973, quando em 13 de maio, o Vitória completava 74 anos no desporto. Naquele mesmo dia, estava marcada uma partida entre os dois clubes válida pelo Campeonato Baiano.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Mário Sérgio e o calção

O feito extravagante do Vesgo foi tema na imprensa esportiva.

 A figura de Mário Sérgio enquanto jogador do Esporte Clube Vitória nunca deixou a desejar para o torcedor rubro-negro. O Vesgo com seu futebol que desconcertava rivais, agradava a gregos e troianos nas arquibancadas da Fonte Nova, e tamanha era a sua aclamação diante da torcida rubro-negra, que no Campeonato Baiano de 1972 ele ficou somente de sunga no gramado na comemoração do título do segundo turno do estadual.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Os argentinos que vestiram a camisa rubro-negra

 Apesar das rivalidades, os portenhos há muito tempo foram presença garantida no futebol brasileiro. No Vitória, especialmente, alguns se destacaram com a camisa rubro-negra como Fischer e Escudero. Contando com os novatos Dátolo e Pisculichi, chega a 20 o número de argentinos que atuaram pelo Leão, conheça abaixo os outros dezoito nomes da Argentina que aqui jogaram em ordem cronológica.

1 - Dante Bianchi (1940 e 1949)
Bianchi foi de jogador a treinador do Vitória na mesma década.

 O meia Dante Jorge Bianchi pertencia ao rival Bahia quando foi emprestado em 1940 apenas para um amistoso contra a Seleção Bahiana. Atuaram ao seu lado nesta partida os gringos Papetti e Avalle, também do rival. Esses atletas reforçaram o rubro-negro que estava com seu time todo desfalcado, com seus jogadores servindo a própria seleção. Em 1949 Bianchi foi contratado para ser técnico do Vitória. Em sua estréia como treinador, enfrentando o modesto Guarany, Bianchi resolveu se escalar como titular e jogou toda a partida, mas não teve boa atuação e não se arriscou nos jogos seguintes, limitando-se apenas ao comando técnico da equipe. Foram dezessete partida treinando o Leão. Bianchi comandou também os principais clubes do Recife, além do Central-PE, Centro Limoeiro, Treze-PB, Leônico, Botafogo-BA, Bahia, Fortaleza...

sábado, 4 de fevereiro de 2017

De Juvenal a Allan Dellon: os dez maiores artilheiros do Vitória e suas peculiaridades

 Na última sexta-feira (3) o blog Memórias do E.C. Vitória completou dois anos de existência. Em comemoração ao fato, listaremos abaixo os dez maiores artilheiros da história do Esporte Clube Vitória e suas peculiaridades para com o clube. Atletas de nove décadas diferentes, desde os anos 30 até a década atual, que somados fizeram 1007 gols com a camisa rubro-negra. Segue abaixo os dez artilheiros do Leão.

10 - Allan Delon (90's e 2000's)
O maior artilheiro do Vitória no Brasileirão
 Allan Delon e artilharia são sinônimos. O meia que jogou durante nove anos pelo Leão, indo da base ao profissionalismo, conquistou quatro títulos do baiano com o clube e por três vezes foi campeão da Copa do Nordeste. Dentre seus feitos, alcançou a marca de maior artilheiro do Vitória em brasileiros e a segunda maior artilharia no Barradão. Com nome de artista, não poderia ser diferente. Se ele não foi contracenar e resolveu vir aos palcos do futebol, foi pra brilhar. Marcou 76 gols em 239 jogos pelo rubro-negro.


9 - Matos (50's)
Matos, no centro da imagem, junto do quinteto rubro-negro de 1957.
 Samuel Matos foi um dos principais atletas do Vitória no ano de 1957. Junto de Enaldo, Teotônio, Lia e Salvador, conquistou o Campeonato Baiano daquele ano, o terceiro do Vitória na década de 50. Ainda fora convocado para a Seleção Baiana que foi ao Chile representar a Seleção Brasileira na Taça Bernado  O'Higgins, chegando a marcar gols no solo chileno. O atacante marcou 77 gols em 145 jogos pelo Vitória, de 1957 a 1961.

8 - Neto Baiano (2000's e 2010's)
Em 2012, Neto quebrou tabus no Baianão.
 Desta lista é bem provável que Neto Baiano seja o menos estranho ao torcedor rubro-negro. Artilheiro recente, de temperamento forte e um tanto destemperado, Neto se destacou no Vitória mais em sua segunda passagem. Na primeira foi influente na conquista do tri do baianão, mas pela Copa do Brasil cuspiu em um atleta do Vasco e foi suspenso por cinco jogos, assim, sendo emprestado pro futebol japonês. Voltou em 2011 e seu primeiro gol na nova reestreia foi em cima do Bahia. Acontece que quando se fala em Neto Baiano com certeza vem a mente do rubro-negro as alfinetadas no rival e o memorável jogo contra o ABC, onde perdendo por 2 a 0 em pleno Barradão, o atacante balançou três vezes a rede e classificou o time na Copa do Brasil, em 2012. Chegou a jogar novamente em 2015, mas não despontou. Foram 85 gols pelo Vitória em 144 jogos.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Zé Júlio... goleador aos 20 anos

Zé Júlio em um BaVi.

 No ano de 1976 no Vitória tinha destaque na equipe o argentino Rodolfo Fischer. Porém, mesmo El Lobo tendo respaldo no clube na maior parte do ano, disputando Baianão e Campeonato Brasileiro, o final de ano guardou-se para o destaque de outro craque que começaria a agir com a camisa rubro-negra. Ninguém menos que Zé Júlio, que após a saída do atacante portenho chamou a responsabilidade pra si e marcou sete dos 22 gols que o Vitória assinalou na conquista do Torneio José Américo Filho, o Nordestão daquele ano. Título esse que completa 40 anos nesse 18 de dezembro.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

E o Vesgo se imortaliza

Caricatura de Mário Sérgio, por Chico Soza

 Adorado por onze de cada dez rubro-negros de longa data, o irreverente Mário Sérgio partiu na última alvorada deixando a nação rubro-negra enlutada com sua passagem. Ontem se foi um pedaço de um revólver 38, uma roda de um Volkswagen SP2, um passe de calcanhar com ousadia, um banho de água num cartola, uma birra com Yustrich. Não é atoa que hoje o Vitória abre passagem pra um tal Mário Sérgio, conhecido como Marinho, ser o craque da equipe. Mário Sérgio Pontes de Paiva é o fiel retrato de um Esporte Clube Vitória campeão, é a estampa dos áureos tempos rubro-negros. É um jogador capaz de receber flores de um zagueiro rival linha dura.

 Diante dos clichês do primeiro parágrafo abro espaço pra falar em primeira pessoa neste. Quando há exatos um ano e três meses atrás foi postado aqui no blog a crônica "Mário Sérgio... o Vesgo" , me recordo que um leitor e torcedor rubro-negro contou nas redes que o pai dele frequentava a Fonte Nova não por causa do Vitória, não por causa do Campeonato Baiano, ou do Brasileirão, mas sim para ver Mário Sérgio jogar futebol. Dessa forma ele completava: "meu pai não era torcedor do Vitória, meu pai era torcedor de Mário Sérgio". 

 A comoção de ter visto o Vesgo jogar é algo pra poucos. Hoje podemos dizer que os torcedores mais velhos, todos aqueles que tiveram a miragem de Mário Sérgio vestindo vermelho e preto foram e são afortunados. Se hoje pra vermos um vídeo de dois minutos dos melhores momentos de um atleta precisamos de lances de várias de suas partidas, Mário Sérgio precisaria de somente uma pra tal. Que a rebeldia do Vesgo viva sempre dentro de cada jogador, pois foi também seu gênio forte e sua personalidade rija que fizeram do Leão o que ele é hoje. Dizem as más línguas tricolores que o Vitória não tem estrela. Hoje nós temos uma no céu, o eterno Vesgo!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Curiosidades ECV: Com triunfo sobre o Corinthians, Vitória quebrou dois tabus

Edílson Capetinha no último jogo em que o Vitória venceu o Corinthians. (Imagem: Vitor Camilo)

 No último domingo (22), o Vitória venceu o Corinthians por 3 a 2 de virada em jogo válido pela 2° rodada do Campeonato Brasileiro. Com o triunfo o Leão quebrou dois tabus, que já duravam mais de dez anos. Um deles, vencer o Corinthians e o outro vencer a equipe paulista em jogos do Brasileirão, pois em setembro completariam-se vinte anos de jejum.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Edgardo Andrada... el gato

Andrada em sua passagem pelo Vitória, no ano de 1976.


 Goleiro conhecido por muitos como o receptor do gol 1000 de Pelé, Andrada foi mais um dos que fizeram história não somente no Vitória, mas também no futebol brasileiro, tendo atuado debaixo das traves baianas somente no ano de 1976. Por isso, nesse 26 de abril (Dia do Goleiro) relembraremos esse que foi um dos personagens importantes da história do Leão.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Jogos memoráveis dos dias 18 e 19 de março

1967 (19) - Com dois gols de Didico e um de Edmundo, o Vitória venceu um BaVi por 3 a 2.
Didico, o diabo loiro, fez dois no clássico.

terça-feira, 15 de março de 2016

O dia em que Vitória e Fluminense formaram um só time

Da esq. pra dir. em pé: Andrada, Carlos Alberto Torres, Pintinho, Joãozinho, Altivo e Rodrigues Neto; agachados da esq. pra dir: Osni, Rivelino, PC Caju, Fischer, Dirceuzinho e o massagista Gaguinho.

 Presidido por Alexi Portela, no ano de 1976, o Vitória possuía em seu elenco dois atletas provindos do futebol carioca. Tratava-se dos portenhos Rodolfo Fischer e Edgardo Andrada. O primeiro era atacante, estirpe de matador e havia chegado do Botafogo pra trazer experiência ao time. O técnico Tim também apostou na vinda do goleiro, ex-Vasco da Gama, que havia sofrido anos antes o milésimo gol de Pelé. Além deles, Osni, atacante que já possuía anos figurando na titularidade da equipe rubro-negra, havia jogado no Madureira e Olaria.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Seleção do Vitória de todos os tempos



 Há um ano e um mês atrás era fundado neste espaço o blog Memórias do E.C. Vitória. Para celebrar os mais de 364 dias no ar foi feita desde o mês de janeiro, uma votação com historiadores do futebol baiano e torcedores de longa-data do rubro-negro para definir qual seria a seleção do Vitória de todos os tempos. O nosso selecionado vermelho e preto foi definido pelos seguintes nomes: Aurelino Resedá, Dilson Filho, Fernando Tavares, Jorge Tadeu Lauro, Luciano Santos, Nivaldo Carvalho, Orlando Marcelo, Paulo Leandro e Ubiratan Brito. O time está formado no 4-3-3, e reúne atletas das décadas de 60, 70, 80 e 90. Foram postos em votação jogadores que atuaram desde os anos 30 até os anos 2000, portanto segue abaixo nome por nome a formação final da Seleção do Vitória de todos os tempos:

domingo, 22 de novembro de 2015

As dez melhores participações do Vitória no Brasileirão


O bom time do Vitória de 93 contou com medalhões e também com revelações. O resultado dessa mesclagem foi a chega do time a final da competição. (Créditos: Acervo de Irlan Simões)

10° - 1981: Neste ano o Vitória passou de fase após obter a 7° colocação em seu grupo da primeira fase. Na fase seguinte viria a encarar um grupo com Paysandu, Fluminense e Portuguesa. Dos três adversários quem complicou foi a Lusa dirigida por Mário Travaglini. No jogo no Canindé o time paulistano vencia por 2 a 0, mas Paulinho deixou sua marca pro Leão. O acesso para as oitavas-de-finais viria após um jogo suado na Fonte Nova, onde Tadeu Macrini balançou as redes. No mata-mata o adversário era o Grêmio (que viria a ser campeão), que perdeu em Salvador por 2 a 1 mas reverteu o placar no Olímpico por 2 a 0. Assim, o Vitória foi eliminado e ficou com a 12° posição na classificação final.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Um título mirim do Vitória em 1972

Escrete do Vitória que se sagrou Campeão Brasileiro de Dentes de Leite em 1972. (Acervo de Galdino Silva)

 No ano de 1972 a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) criou o Campeonato Brasileiro de Dentes de Leite. O torneio foi feito com o intuito de estimular a competição entre as categorias de base dos clubes do país. No triangular final, o Vitória teve pela frente o Flamengo e o Santos e acabou sendo o campeão.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Jogos memoráveis dos dias 07 e 08 de outubro

1967 (8) - O Vitória venceu o Bahia de Feira por 2 a 1 com gols de Clóvis (contra) e Itamar.

1970 (7) - Neves e Ventilador marcaram no empate com o ASA em 2 a 2.

1972 (8) - O Vitória goleado em 5 a 0 pelo Atlético-MG.

1973 (7) - Com gol de Mário Sérgio, o Vitória venceu o Comercial de Campo Grande por 1 a 0.

1978 (7) - O Leão venceu o Jequié por 2 a 1 com gols de Zé Júlio e Geraldão.
Zé Júlio marco um dos tentos no triunfo.

domingo, 4 de outubro de 2015

Jogos memoráveis dos dias 3 e 4 de outubro

1959 (4) - Vitória e Bahia não saíram do zero.

1970 (3) - Neves e Ventilador marcaram pro Vitória no empatem 2 a 2 com o ASA-AL.

1972 (4) - O Cruzeiro goleou o Vitória por 3 a 0 no Campeonato Brasileiro.

1973 (4) - Mário Sérgio marcou na derrota para o Palmeiras em 2 a 1.
Mário Sérgio marcou o gol rubro-negro contra o time que mais tarde conquistaria novamente o Brasileirão. (Acervo de Aurelino Resedá)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Mantos da História: a camisa manga-longa da final de 72


 O "Desafio das Camisas" publicado essa semana na página da Torcida Vitória Candango trouxe uma camisa de manga-longa, modelo pouco usado pelo Esporte Clube Vitória. Pela dica dada, a dúvida não foi muito persistente. A camisa em questão era da final do Campeonato Baiano de 1972, o primeiro estadual conquistado após o boicote da imprensa baiana e o quarto em cima do Bahia.